O QUE FALAMOS

Influência sem Autoridade

A troca como lastro fundamental dos relacionamentos corporativos. 02

Uma pergunta que aparece cada vez com mais frequência nos treinamentos de Liderança que ministramos é: como liderar pessoas que não são nossos subordinados? As pessoas querem saber como envolver colegas de trabalho sobre os quais não têm nenhuma ascendência formal. É o que chamamos de “Influência sem Autoridade”. O tema é denso e envolve muitas competências comportamentais, cognitivas e práticas. Temos, inclusive um treinamento inteiro para tratar desse desafio específico. Mas o princípio básico que lastreia a “Influência sem Autoridade” é muito simples, e a atenção a ele rende frutos imediatos: dar para receber. A maior parte dos profissionais quer que o outro faça o que ele precisa, simplesmente porque ele acha que é a coisa certa a fazer. “Ele é pago para isso, não vou perder tempo com firulas. Tem que fazer e pronto.”, pensam alguns. Resultado: conflito, desgaste e por fim, fracasso. A solução começa com a compreensão de que as trocas são a base dos relacionamentos corporativos e passa pelo entendimento do que é importante para o outro – e nem sempre estamos falando de coisas concretas, muitas vezes trata-se de reconhecimento, prestígio ou informações. Depois, várias técnicas são importantes para concretizar a transação, mas no cerne está esse princípio presente em muitas religiões e filosofias espirituais do mundo inteiro: quem ajuda é ajudado.


Tags • Gestão Liderança Recursos Humanos Trabalho em equipe Treinamentos

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Comentários


Edu. Estevão

O tema é instigante, mas tenho uma visão diferente, da que foi colocada pelo amigo Yuri. Eu vejo, que realmente quem é pago pra exercer ou fazer uma tarefa, tem o dever moral e funcional de faze-lo bem feito, uma vez que é pago pra desempenhar aquela função, então exigir ou mesmo ventilar alguma coisa em troca, por aquilo que é sua obrigação fazer, seja uma informação ou esclarecimento, pra mim é desvio de caráter e falta de compromisso com o seu empregador. Levar alguma coisa em troca, é continuarmos na mesmice que rege esse País, onde as pessoas procuram de alguma maneira “levarem vantagens em tudo”, independente de ser sua obrigação de cumprir tal tarefa. Abçs.


    Yuri Trafane

    Obrigado por sua opinião Eduardo. É do debate que surgem as melhores ideias. Interessante notar que o livro mais consistente que conheço sobre o assunto é americano e que a proposta de troca como forma de influência no mundo corporativo é feita com base nas observações de corporações americanas, o que talvez aponte para o fato de que trocas nem sempre significam baixeza de caráter. Estamos tão desgastados pelo toma lá da cá espúrio da política nacional que automaticamente pensamos em troca como forma de favorecimento. Outra forma de ver a troca é a de satisfação da necessidade do seu interlocutor, que como digo no texto as vezes é apenas reconhecimento. Grande abraço.


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