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Aprenda ou Morra!

Entenda por que o Aprendizado é crucial para a prosperidade das organizações. Eletrocardiograma

O conceito “Learning Organization” não é novo. Seu boom aconteceu em 1990, com o lançamento do livro “A Quinta Disciplina” de Peter Senge, e desde então vem ocupando as manchetes do mundo empresarial, embora seja um tema mais comentado que praticado. O que acaba cobrando um preço alto, já que, quem para de entender o ambiente em que habita e a si mesmo, acaba perdendo espaço e eventualmente “sendo atirado à irrelevância”, como diz Jim Collins em seu seminal “Como as Gigantes Caem”.

Considerando que organizações são abstrações que só se materializam através das pessoas, podemos afirmar que uma organização aprende apenas, na medida em que os profissionais que a compõem, são aprendizes contumazes.

Então, a primeira providência que uma corporação deve tomar se quiser ser “learning” é contratar pessoas dispostas a aprender. De preferência, pessoas que gostem de aprender e que encontrem motivações pessoais e intrínsecas para tanto. Melhor ainda se forem pessoas curiosas, abertas e humildes o suficiente para questionar continuamente o próprio universo cognitivo.

Depois, é necessário criar as melhores circunstâncias possíveis para que o aprendizado ocorra. E nesse sentido uma condição se destaca: Segurança Psicológica. Num ambiente psicologicamente seguro a pessoa se sente confortável para dar sua opinião sem receio de sofrer retaliações, o que resulta numa troca de ideias contínua e enriquecedora, gerando, portanto, aprendizado consistente. Além disso, em tais lugares os colaboradores não sentem medo exagerado de errar e quando erram não só aprendem pessoalmente com os seus equívocos, mas também têm tranquilidade para compartilhar as lições decorrentes com toda a organização, impedindo que tropeços semelhantes ocorram, transformando assim aprendizado individual em aprendizado coletivo.

A entidade com mais peso sobre essa questão responde pela alcunha de “chefe”. Melhor seria chamá-los de líderes, mas a natureza da maioria desse tipo de profissional no mercado nos inibe nesse sentido. O fato é que gestores competentes cultivam uma competência essencial para criar a tal Segurança Psicológica: Inteligência Emocional. Parafraseando Amy Edmondson, professora da Harvard Business School que se dedica a estudar o assunto: Líderes emocionalmente inteligentes geram ambientes psicologicamente seguros, estimulando a criatividade, inovação e o aprendizado contínuo. Isso não significa de forma alguma ser permissivo e descomprometido com os resultados, mas preparado com relação à forma de conduzir as relações. O livro “A Organização Sem Medo: Criando Segurança Psicológica no Local de Trabalho para Aprendizagem, Inovação e Crescimento”, de Edmondson deixa isso muito claro.

Com pessoas inclinadas para o aprendizado lideradas por profissionais capazes de criar as melhores condições para tal, uma parte significativa do caminho estará percorrido, mas muito ainda poderá ser feito. Como por exemplo, capacitar as pessoas em “Comunicação Aplicada ao Aprendizado Coletivo” e em “Pensamento Crítico”. Ao dominar o primeiro tema, as pessoas passam a sorver o melhor dos 20% dos conhecidos 70:20:10. Ou seja, todos passam a ser agentes de fomento do aprendizado social, na medida em que entendem que, como diz o professor Edward Hess da Columbia Business School e autor do livro “Learn or Die” que inspira esse artigo, “o aprendizado é um esporte coletivo”. Já a competência para o “Pensamento Crítico” inibe a proliferação dos viéses inconscientes, que acabam automatizando as tomadas de decisão com base na propensão humana de economizar energia mental através da instituição de paradigmas e crenças. Técnicas como “Recognition-Primed Decision Model”, “Pre Mortem” ou “Insight Process”, desenvolvidas pelo Dr. Gary Klein Cientista Senior do MacroCognition LLC, podem ajudar muito e são razoavelmente simples de serem entendidas.

Esse não é um caminho opcional. Aprender sempre é o único norte para a prosperidade, e em muitos casos, para a sobrevivência, num mundo de conhecimentos voláteis e transitórios.

Enfim, como bem disse Benjamin Barber, sociólogo americano: “Eu não divido o mundo entre fortes e fracos, nem entre bem sucedidos e fracassados, mas entre aqueles que aprendem e aqueles que não aprendem.”

E talvez você prefira estar do lado do mundo daqueles que vão escrever a história e não do lado daqueles que vão pagar o preço por não tê-la lido.

 

* Publicado originalmente em: https://www.linkedin.com/pulse/aprenda-ou-morra-yuri-trafane/

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