Fim da era dos líderes “John Wayne”.

Tenho lido, estudado, vivido e estado atento a como líderes têm se comportado frente  aos desafios deste novo milênio. Como sempre fizemos no mundo corporativo, olhamos para trás e adaptamos os estilos dos mais experientes, como forma segura de aprimoramento e busca de resultados. Alguns ícones com Balmer, Welsh, e no Brasil Diniz e tantos outros pautam seu estilo pela dureza, foco nos resultados e relação com os recursos humanos assim mesmo, como recursos da empresa. Ou seja, ninguém é insubstituível, certo? Equivocou-se se respondeu que sim.

Outro dia na rádio onde é colunista Salomão Schvartzman indagava através de uma metáfora, “quem substitui Beethoven, Picasso, Pelé e tantos outros. O fato que impõem aos líderes atuais é de uma competição feroz e que só será vitorioso quem souber motivar o time, que necessariamente será formado por talentos e para liderar talentos os homens do topo deverão continuar a serem tecnicamente excelentes gerencialmente experts e emocionalmente inteligentes.

Acabou a era, graças a Deus, dos líderes trogloditas, mal humorados, solitários, assediadores, individualistas, vai sobreviver quem tiver paixão e comprometimento natural por gostar de fazer o que faz, mais do que de dinheiro, fama e poder.

Uma prova disto é que tenho presenciado cada vez mais líderes com este novo perfil: Eficientes, eficazes, exigentes, focados nos resultados e cuidadores dos integrantes de seus times.

Quer um exemplo: recentemente ao final de um treinamento de gestão do tempo ouvi o líder empreendedor da Chilli Beans cobrar de forma apaixonada que seus funcionários utilizassem a academia de ginástica da empresa, sem impor absolutamente nenhuma condição declarou que a academia era para a saúde de todos e ele queria ver o time saudável. Alegou ficar triste ao ir embora depois de sua sessão de ginástica e ver pessoas trabalhando até tarde continuamente e finalizou dizendo que organizar a agenda e determinar horários para todas as atividades mudou a vida dele.

Este líder moderno não tem obviamente como agradecer a paixão que seu time tem pela marca da empresa, mas destacou que o lado perverso disto é uma dedicação cega que pode prejudicar a saúde dos membros da equipe e ele ressaltou que precisa de todos bem, criativos e energizados.

A diferença deste momento que vivi e o que vivo com líderes “John Wayne” em outras empresas separa os times que implementam mudanças depois de um treinamento dos outros. O líder é a diferença e não o time.

O velho e temido líder que ostenta seu cargo de poder está saindo de cena, e rápido.

Leia e fique atento!

Sobre o Autor

Formou-se em Marketing pela ESPM. É pós-graduado pela FAE (Curitiba-PR) e tem MBA com ênfase em Gestão Empresarial pela FEA-USP. Atualmente se dedica ao estudo da Neurolinguistica aplicada ao marketing, vendas e negociação. É especialista com larga experiência em marketing, comunicação, vendas e gestão comercial. Atuou como executivo em empresas líderes de mercado como Grupo Camargo Corrêa, Placas do Paraná, Moore Formulários, GTech, Bovespa e Grupo Estado. Hoje dirige a Ynner Treinamentos, empresa de treinamentos e consultoria e é professor de estratégia empresarial, marketing e comunicação em cursos universitários e MBA. Pratictioner em Neurolinguistica, reconhecido internacionalmente pela NLPU University, Califórnia e Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching, licenciada pelo BCI - Behavior Coaching Institute e reconhecido pelo ICC - International Coaching Council. Follow @rubens_coach

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