A cultura “fast” depreciando valor nas empresas.

Nos treinamentos de Gestão do Tempo quando pergunto aos participantes como está seu tempo? As respostas estão sempre no lugar comum: estou sem tempo, o tempo está corrido, o tempo está espremido, o tempo está curto, apertado, louco e etc.

Releia as frases com atenção e veja se fazem algum sentido real.

Costumo dizer que isto é conversa de maluco!

O que está acontecendo é que as pessoas, os líderes e consequentemente as empresas estão abdicando do livre arbítrio, ou seja, do poder de escolha que têm e “tocando” a vida como dá, sem estar atento ao que está acontecendo.

O segredo é estar atento ao momento presente, sem projetar mentalmente o que vem depois. Quando isto ocorre em alta escala as tarefas vão se acumulando mentalmente e profissionais altamente treinados perdem capacidade de criação, de solução de problemas e de quebra perdem a calma. Tudo isto resulta também na queda da qualidade de vida e de saúde.

Não sejamos tolos, as empresas precisam de produtividade, o país também, as comunidades também, as pessoas também. No entanto, estamos confundindo “fazer muitas coisas rápido, uma de cada vez”, para fazer mais; com “fazer rápido muitas coisas ao mesmo tempo”.

A cultura do fast está fazendo as empresas perderem o que têm de mais valioso: criatividade, valores essenciais e fundamentais, espírito de equipe, energia e qualidade no relacionamento com o mercado. Tudo em nome do Fast.

Fico imaginando o que fazem a Apple, a 3M, a Intel e o Google só para ficar em alguns exemplos. Será que tudo lá, em todos os departamentos é fast, sem planejamento, sem criatividade, sem reflexão e tentativas. Ou será que estas empresas fazem muitas coisas rápido, uma de cada vez.

Faça um teste simples: escolha um dia da semana, desligue os celulares, vá almoçar em um local que você goste, calmo e fique atento a cada sabor, aroma, textura e cor. Termine o almoço, religue os celulares, responda às chamadas pendentes e volte ao trabalho.

Ao final da tarde note se algo foi diferente.

A cultura do fast não permite criar, permite realizar. A cultura do slow permite criar, mas pode atrasar a realização.

O desafio é equilibrar as duas em seu dia a dia em sua equipe e em sua empresa.

Leia e fique muito atento!

Sobre o Autor

Formou-se em Marketing pela ESPM. É pós-graduado pela FAE (Curitiba-PR) e tem MBA com ênfase em Gestão Empresarial pela FEA-USP. Atualmente se dedica ao estudo da Neurolinguistica aplicada ao marketing, vendas e negociação. É especialista com larga experiência em marketing, comunicação, vendas e gestão comercial. Atuou como executivo em empresas líderes de mercado como Grupo Camargo Corrêa, Placas do Paraná, Moore Formulários, GTech, Bovespa e Grupo Estado. Hoje dirige a Ynner Treinamentos, empresa de treinamentos e consultoria e é professor de estratégia empresarial, marketing e comunicação em cursos universitários e MBA. Pratictioner em Neurolinguistica, reconhecido internacionalmente pela NLPU University, Califórnia e Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching, licenciada pelo BCI - Behavior Coaching Institute e reconhecido pelo ICC - International Coaching Council. Follow @rubens_coach

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