Equilíbrio e Gestão
Em função de dois projetos em que estou trabalhando agora acabei relendo, simultaneamente, dois livros com enfoques opostos. No “O Futuro do Trabalho”, Domenico de Masi fala da nova era do trabalho em que a criatividade e a capacidade de inovar são a grande alavanca organizacional. Em oposição, o livro “Gestão por Processos” enfatiza a importância de processos bem elaborados e seguidos com disciplina para o êxito corporativo.
Curioso é que cada um deles parece estar falando de uma verdade absoluta e única e descartando o outro lado da equação. As vezes até ignorando-a.
O que experiência tem me ensinado é que a boa gestão nasce do equilíbrio que comporta visões aparentemente conflitantes mas que se complementam. Outro livro: “Integração de Idéias” trata desse assunto de forma muito interessante. Enfim, ter capacidade de criar a partir de um ambiente leve e descontraído é o ponto de partida, que só se torna útil quando se consubstancia em uma cultura igualmente disposta a implementar, onde os processos são um grande aliado.






Yuri,
Concordo com você. Acredito que toda teoria absolutista não gera resultados proveitosos. Ela gera na verdade, seja necessário ou não, um contraponto como consequência. Ou seja, pode ser que o contraponto nem seja necessário, mas o fato de impor algo, gera automaticamente essa resposta.
Com minha pouco experiência, percebo a importância do equilíbrio. Imposição, as vezes, gera resultados imediatos, mas gera muitos prejuízos no longo prazo.
Fica aí uma dica de litura, “Mean Business” de Albert Dunlap (1997). Ele impõe e atinge ótimos resultados em curto prazo. Vendeu suas idéias pro mundo. Em 2001, como CEO da Sunbeam, decretou falência. Os que seguiram seus métodos impositivos, pagaram caro por isso anos mais tarde, enfrentando inúmeros problemas de cultura corporativa.
Equilíbrio sempre!