Efeitos especiais: andar para trás ou andar para frente?

Durante nossa caminhada profissional nos deparamos com cruzamentos e difíceis decisões. Temos de enfrentá-las para continuar seguindo em frente pelo caminho que escolhemos. Obviamente que algumas escolhas são mais fáceis que outras, e algumas muito difíceis de serem tomadas.
As decisões e escolhas mais difíceis que tomamos são, na minha opinião, aquelas em que temos que “andar pra trás” com o intuito de “andar pra frente” depois. São aquelas em que literalmente damos um passo atrás para podermos dar três à frente. Por mais que tenhamos idéia e até alguma certeza dos benefícios futuros, o “andar pra trás” sempre incomoda o ser humano.
Como um grande apaixonado por cinema, acredito que essa indústria tomou essa decisão há alguns anos atrás. Quando falo isso, estou me referindo aos efeitos especiais. Quando decidiram implementar os efeitos visuais através de computação gráfica, a qualidade caiu e caiu muito. Achei muito interessante o vídeo que mostra a monstruosa evolução dos efeitos visuais até meados dos anos 90 com “O Exterminador do Futuro”, “Matrix” (que não sei o porque de não estar no vídeo) e “Jurassic Park”. Depois disso, as seqüências de “Matrix” e de “Jurassic Park” não conseguiram manter o mesmo nível de realismo dos primeiros filmes (basta lembrar do Neo-Homem-Borracha que mais parece desenho animado em “Matrix Reloaded”). Muita gente, e me incluo nessa lista, prefere os efeitos visuais das maquetes de George Lucas na primeira série de “Star Wars” do que da segunda.
Porém, como disse anteriormente, acredito que indústria do cinema está dando um passo atrás, para que possa dar três pra frente no futuro. Uma decisão difícil, mas sempre a mais inteligente.

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4 Respostas para “Efeitos especiais: andar para trás ou andar para frente?”

  1. Bruno, já publico comentando: Apesar de respeitar sua opinião, discordo dela! Acho que existe uma tendência em “demonizar” determinados recursos por si só. Acho que os efeitos especiais, assim como as maquetes e outros recursos MUITO mais simples, como o zoom in e zoom out, SÓ acrescentam ao cinema. O grande problema está em COMO se utilizar desses recursos! O melhor filme que já vi na vida foi o INSTINTO com Anthony Hopkins e Cuba Gooding Jr, se não me engano dirigido por Jon Turteltaub e não lembro de ter visto UM efeito especial sequer (recomendo a leitura deste testo sobre o filme http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/688507). Já os irmãos Wachowski conseguiram destruir Speed Racer com seu excesso de efeitos visuais/especiais. Por outro lado, o que seria de Matrix sem os efeitos visuais? Ou de O Estranho caso de Benjamin Button? Tenho medo da atitude “demonizante” das pessoas frente a uma tecnologia específica e acho que com conhecimento e criatividade QUALQUER tecnologia pode ser bem usada!!
    Em tempo: para quem gosta de cinema puro, sem QUALQUER efeito ou recurso, recomendo que procure informações sobre o Manifesto Dogma 95 (http://pt.wikipedia.org/wiki/Dogma_95). Muito interessante!

  2. Em tempo 2: antes que gere confusão, quanto ao que se relacionado com a vida profissional, quanto ao fato da necessidade de, as vezes, dar um passo atrás para que se possa dar três ou mais a frente, concordo plenamente!!

  3. Rodrigo,
    Concordo com você em alguns pontos e discordo em outros. Vamos a eles:
    Foi interessante discutir a evolução dos efeitos especiais, até pelo fato de estar alinhado a proposta de conteúdo da Ynner. Mas sou fã do cinema puro, pregador do dogma 95 e fã de Lars Von Trier. Se pegar minha lista de 21 filmes que postei no twitter, vai ver que de blockbuster, tem Matrix. E Matrix impressiona primeiro pela filosofia e depois pelos efeitos. Mas era só pra pontuar sobre minha visão de cinema. Portanto, concordo com você que cinema bom vem de boas idéias e não de bons investimentos.
    Mas não é esse o ponto da discussão. O ponto é que os efeitos visuais têm sim piorado de qualidade desde o lançamento da computação gráfica. Star Wars ficou menos real, Matrix ficou com cara de Cartoon Network (assim como Spider-Man), os Dinossauros de Jurassic Park ficaram parecendo “Em busca do vale encantado” e por aí vai. Não estamos demonizando a tecnologia, muito pelo contrário, o que eu disse foi que aceito esse passo atrás nos efeitos visuais, sabendo que a computação gráfica vai nos dar efeitos ainda mais reais do que as maquetes daqui a alguns anos!
    Reforço a leitura do manifesto, é sensacional. Tenho um livro sobre cinema contemporâneo que tem uma capítulo inteiro destinado a Dogma 95.

  4. Adorei!

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