Recentemente têm sido publicadas muitas matérias sobre a geração Y e a dificuldade das empresas em lidarem com isto, veja matéria do Valor: (http://www.valor.com.br/carreiras/1000016/chegada-da-geracao-y-ao-mercado-transforma-programas-de-trainees).
De onde vem esta dificuldade, afinal?
De fato a geração de meu pai era fiel às empresas e estas aos seus colaboradores. As empresas romperam este acordo tácito e durante o meu início de carreira simplesmente chamamos de downsizing, reeengenharia e outras bobagens para cortarmos cabeças à vontade. Nossos filhos nos viram em apuros sérios e se perguntaram. “Peraí, por que eu devo fidelidade a quem não dá reciprocidade?!”
As empresas estão agora pagando a conta do que começaram a fazer nos anos 80. Nas VPs de RH estão gente da minha geração (tenho 50 anos) e vão penar para lidar com profissionais que não dão a mínima para os brinquedinhos e para os incentivos “enfeite de bolo” que estamos preparando para os Ys.
Exemplo disto: as empresas ainda cobram horário de entrada e saída e esta turma está interessada em resultado e não em cabresto. Resolver isto não será fácil pois altera sistemas de valores pessoais e empresariais.
É muito interessante vê-los nos treinamentos da YNNER na mesma sala dos geração X e Baby Boomers, a diferença: os Y não fazem politicagem para parecer bem, falam o que acreditam sem se preocupar com as consequencias, ao contrário dos mais velhos. Isto na essência não é bom nem ruim, é apenas um fato novo que teremos de aprender a lidar.
Fiquem atentos!





